Mossoró/RN, 17 de Maio de 2021

Aumento da frequência urinária pode estar associado a Covid-19?

Depois que um paciente de triagem primariamente tratado como um caso urológico e, posteriormente, diagnosticado com COVID-19, o aumento da frequência urinária passou a ser estudado no campo da urologia como um possível sintoma da COVID-19.

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Munique, na Alemanha, identificou que 7, entre 57 homens, no período de 16 de março a 13 de abril, apresentaram esse sintoma urológico.

Também foi relatado tosse seca, febre e falta de ar como principais sintomas. Todos os pacientes testaram positivo para SARS-CoV-2 em swabs nasofaríngeos e desenvolveram sintomas pulmonares detectáveis.

“Sintomas clássicos de infecção do trato urinário, como febre e micção frequente pode ser enganoso durante a atual pandemia da COVID-19. Em geral, o diagnóstico da doença é desafiador, pois os pacientes geralmente apresentam sinais pouco claros ou mesmo subclínicos”, comentou o urologista, Éddio Dantas.

O estudo identificou maior frequência urinária como sintoma adicional da infecção por SARS-CoV-2 independente de lesão renal aguda ou infecção do trato urinário em uma pequena série de pacientes. 
“Mais pesquisas são necessárias para compreender os mecanismos moleculares que levam à frequência urinária, potencialmente atribuída à cistite viral em pacientes infectados com o novo coronavírus e para determinar seu valor prognóstico”, finalizou, o urologista.

Postado em 4 de junho de 2020