Mossoró/RN, 19 de Abril de 2021

Fracasso público: O que o presidente da FNF faz nos bastidores para se perpetuar no poder?

O futebol potiguar se encontra no fundo do poço, na última série do Campeonato Brasileiro, a D. O Campeonato Estadual foi encolhido e há anos não tem qualquer brilho.

O cenário é desastroso e exige mudanças radicais. Mas não é assim que as pessoas que fazem o futebol “profissional” do Rio Grande do Norte pensam. Pelo contrário, eles acham que tudo deve continuar como está, a começar pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF).

Os dirigentes estão tão satisfeitos com o atual status de pobreza e fracasso do nosso futebol que anteciparam a reeleição do presidente da FNF, José Vanildo, que também acaba de ganhar um cargo de secretário de Habitação na Prefeitura de Natal. E olhe que o atual mandato dele está apenas no primeiro mês.

José Vanildo já seria presidente da FNF até dezembro de 2023. Mas os nosso cartolas acharam pouco e já o reelegeram até dezembro de 2026, em eleição realizada na surdina na última sexta-feira (08), que a própria FNF só comunicou na segunda-feira (11), três dias depois.

O presidente deve realizar algo de muito extraordinário nos bastidores que justifique a sua perpetuação no poder. Prefiro nem imaginar. A olho nu, para o torcedor, o trabalho dele é péssimo.

José Vanildo sequer cumpre o Estatuto do Torcedor, que exige uma calendário mínimo para os times. Ao contrário de estados vizinhos como o Ceará e a Paraíba, o calendário aqui se resume ao Estadual de dois, três meses. A Copa RN, que era a competição do segundo semestre, foi extinta. Com o aval dos times, que se diga.

No momento, só duas coisas são certas no futebol potiguar: que José Vanildo permanece presidente e que com ele na liderança o nosso futebol, o torcedor não pode ter nem esperança de dias melhores.

Postado em 12 de janeiro de 2021