Mossoró/RN, 21 de Abril de 2021


PROFESSOR ALESSANDRO
Especialista em Redação

Professor Alê: Redação também se estuda!

Das minhas duas décadas em sala de aula, boa parte eu passei observando e comentando um erro crasso daqueles que querem aprender a escrever uma boa redação para um concurso, um vestibular ou alguma prova do tipo.

E que erro seria esse?

Não estudar redação como estudam outras matérias.

Quando um aluno foca em biologia, passa a ler conteúdos, assistir a videoaulas, responder questões… 

Sempre dedicando horas e horas à leitura de tudo que se relacionar com o conteúdo escolhido.

E quando quer aprender a escrever um texto dissertativo?

Na maioria das vezes, o estudante acha que escrever uma centena de textos vai resolver.

Ledo engano.

Não que praticar, redigindo bastante, não seja útil… Claro que é! Mas não se trata apenas disso.

É preciso estudar redação. 

Ler sobre o assunto da mesma forma que lê sobre geografia, química, história…

É fundamental a todos que querem aprimorar sua escrita, que leiam, estudem a estrutura do texto, estudem as normas gramaticais, pesquisem modelos de redações, consultem manuais, façam anotações.

Leiam, leiam, leiam.

Dentre os requisitos para tornar-se um bom escritor, o principal deles é a leitura.

Estudar é ler, e ler sobre redação e seus meandros é uma maneira indiscutível de aprender a pensar o texto antes de colocá-lo no papel.

Dediquem-se à análise de redações de provas anteriores de concursos, enems e assemelhados.

Identifiquem nelas os elementos estruturais, os acertos, os erros…

Praticar é essencial, mas a prática separada do conhecimento teórico é uma estrada enganosa, da mesma forma que a crença de que dá para alcançar uma redação perfeita sem estudar gramática também consiste em um pensamento capcioso.

Nada acontece fácil ou por meio de um passe de mágica.

Como qualquer outro assunto, escrever bem requer estudo. Muito.

Então, mãos à obra. A estrada é longa e abrir os livros é o primeiro é fundamental passo.

Alessandro Paiva

(Professor de redação do Colégio Elita Carlos (CEDEC) e fundador do Cursinho Oficina da Linguagem e do Isolado de Redação do Prof. Alê)

Imagem de Reiner Kombüchen por Pixabay

Postado em 8 de março de 2021

A língua portuguesa não tem segredos!!

Meu nome é Alessandro Paiva.O professor Alê, como todos me conhecem.

Leciono língua portuguesa há vinte anos e já passei por todas as grandes escolas de Mossoró e algumas de outras cidades.

Atualmente, além de ensinar gramática, redação e literatura no Colégio Elita Carlos (CEDEC), tenho o meu próprio curso isolado de redação.

Nessas duas décadas dedicadas ao nosso idioma, o que mais escutei em sala de aula e fora dela foi que o português é muito difícil…Não é.

Na realidade é uma língua apaixonante.Hoje, no meu primeiro texto aqui no portal, trouxe para vocês uma lista com 10 MANDAMENTOS PARA ESCREVER BEM, que circula pela internet já há alguns anos e que eu acho belíssima, mas não sei quem é o autor.

Fiz algumas adaptações no texto, para torná-lo mais interessante e prático.

Espero que gostem.
(Prof. Alê)

1 – Escrever é mandar recado
A receita de uma sobremesa é um recado. O convite para a festa de aniversário é um recado. A carta para seu amado é um recado. Toda mensagem é um recado.

2 – Seja natural
Não invente fórmulas mágicas, mirabolantes… escreva da sua forma e no seu tempo. Escrever bem é um aprendizado de tempo e prática. Não existem atalhos.

3 – Vá direto ao assunto
Não enrole: Comece pelo mais importante. E comece bem, com uma frase atraente, que desperte o interesse e o estimule a prosseguir a leitura.

4 – Use frases curtas
A pessoa só consegue dominar determinado número de palavras antes que os olhos peçam uma pausa. A frase muito longa dá trabalho, confunde.

5 – Prefira palavras breves e simples
Usar palavras longas e excessivamente formais só vai tornar o seu texto pedante é cansativo para o leitor.

6 – Ponha as sentenças na forma positiva
Diga o que é, não o que não é. Quer exemplos? Não ser honesto é ser desonesto; não lembrar é esquecer; não dar atenção é ignorar.

7 – Opte pela voz ativa
Ela é mais direta, vigorosa e concisa que a passiva (a passiva, como o nome diz, parece sem força, desmaiada). Prefira “um raio provocou o blecaute” a “o blecaute foi provocado por um raio”.

8 – Abuse de substantivos e verbos
Escreva com a convicção de que no idioma só existem essas duas classes de palavras. As demais, sobretudo adjetivos e advérbios, devem ser usadas com cuidado.

9 – Seja conciso
Não diga nem mais nem menos do que você precisa dizer.

10 – Persiga a clareza
Escreva sempre se perguntando se o leitor entenderia o que você está colocando no papel.

Postado em 16 de fevereiro de 2021