Mossoró/RN, 28 de Novembro de 2021

Mossoroenses são destaque em evento internacional de rap

O rap mossoroense será destaque no evento “Festival Decolonial de Rap: Espaço Lusófono”, que acontecerá entre os dias 29 de julho e 02 de agosto. Esse evento acontece no modo online e será promovido pela plataforma Barras Maning Arretadas, que reúne 180 rappers e 27 países. Esse evento especificamente será focado em Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal, Moçambique e Guiné Bissau, que são países que têm o português como língua oficial, devido ao histórico de colonização portuguesa. Entretanto, haverá participação de artistas de outros países. O evento terá retransmissão na página do Youtube Barras Maning Arretadas, no qual precisa de inscritos para remunerar os artistas.

Confira a programação em: www.barrasmaningarretadas.com

O evento reúne cinco mesas de debate, duas sessões de exposição de instrumentais de rap “beats” e cinco shows coletivos. Nas mesas de debate, estão nomes como o renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e professores experientes da Universidade de Coimbra de Portugal, Isabel Ferin Cunha e da Universidade de São Paulo, Tânia Macêdo. Entre os artistas, estão nomes que se destacam no ativismo político, como GOG (Brasil), Eduardo Taddeo (Brasil), MCK (Angola), Sharylaine (Brasil), Mamy (Angola), Gaspar Záfrica (Brasil), Renan Inquérito (Brasil) e Olho Vivo (Moçambique).

A transmissão será pelo Youtube “Barras Maning Arretadas”. Essa plataforma é liderada em conjunto por rappers de quatro cidades do interior de Moçambique e por slammers de Mossoró, que iniciaram um desafio de rimas no início da pandemia. O nome “Barras Maning Arretadas” pode significar “Rimas Muito Pesadas”. Barras é como se escreve as linhas escritas do rap. Maning é uma expressão moçambicana que significa muito. Arretadas é uma expressão do interior do Nordeste, que significa alguém valente.

As participações dos mossoroenses serão as seguintes:

Caboco: Apresentação e produção do Show “identidades decoloniais”, a ser realizado no sábado (1), a partir das 16h. Esse show será realizado com 30 participantes de sete países. Caboco é o responsável pela organização geral, distribuição do tempo e treinamento dos artistas com a plataforma. Ele irá ser o apresentador no dia do espetáculo.

Karlla Souza: Participação na mesa de debate “O artista como pensador acadêmicx: O rap e o slam as margens da Universidade?”. Ela irá dividir o espaço com os rappers Renan Inquérito do Brasil, Eduardo Taddeo do Brasil e pesquisadores da Finlândia, Moçambique, Portugal e Angola. Essa mesa acontece na abertura do evento, na quarta-feira, dia 29, às 13h.

Larissa Galvão: Apresentação geral da sessão “Rap di Mina”, junto com a rapper portuguesa Mary M, na qual haverá convite para 20 rappers feministas de Angola, Brasil, Bolívia, Portugal e Moçambique. Essa sessão acontece na quinta-feira, dia 30, às 18h.

Rachel Souza: Produção da sessão “Rap di Mina”. Rachel irá fazer os contatos e gerenciar nos bastidores a organização das entradas de artistas de seis países.

Pepeu Savant: Participação no show “Identidades decoloniais”, a ser realizado no sábado (01/08), a partir das 16h. Ele é o único representante do RN a se apresentar no dia.

Bianca Cardial: Participação no show Espaço Mossorófono, a ser realizado no dia 29 de julho, a partir das 18h. O projeto é uma conexão da cidade de Mossoró com o mundo.

Lucas Rafael: Declamação de poesia na abertura do evento.

Paulo Gabriel Guerra: Comitê de organização dos debates. Ele faz os contatos com os artistas e
orienta sobre o uso da plataforma.

Carlos Guerra Júnior: Idealização do evento, formando a comitiva de organização, para execução do Festival.

Lucas Sullivam: Comitê de organização dos debates. Irá ser responsável por preparar certificados do evento.

Postado em 28 de julho de 2020