Mossoró/RN, 07 de Maio de 2021

OS OLHOS E O VERÃO

Coceira e Ardência nos olhos fazem parte do dia a dia do verão, na praia ou na piscina. Afinal, quem nunca sofreu com essas irritações, pelo menos uma vez na vida? O incômodo existe; porém, com alguns cuidados, é possível amenizá-lo e, até, evitá-lo.

            A água do mar irrita os olhos por conter grande concentração de Cloreto de Sódio, além de impurezas, fato associado ao saneamento precário e ineficiente. Ela pode diminuir ou anular funções da lágrima, devido à alteração dos meios de proteção e de nutrição da córnea. O sal pode desidratar a superfície do olho, podendo levar ao ressecamento, com maior exposição deste. A maresia, que é composta por areia fina em suspensão, também carrega muitas impureza. O Cloro presente na água da piscina pode causar uma conjuntivite química, e quanto maior a concentração da substância, maior a agressão.

           Uma boa alternativa a amenizar os efeitos do sal e do Cloro, durante o verão, é o uso de lágrimas artificiais. Compressas com água gelada filtrada também promovem o alívio dos sintomas.

     Algumas dicas importantes para a proteção dos olhos:

     – Evitar o atrito das mãos com os olhos, o que pode provocar microlesões na superfície ocular, facilitando a penetração de microorganismos ou agentes químicos;
     – Usar óculos de sol com lentes de boa qualidade e com proteção ultravioleta, o que evita a passagem dos raios de luz nocivos ao olho humano, e que podem causar degenerações da conjuntiva (pterígio), ceratites, catarata e doenças degenerativas da retina. Além disso, os óculos também funcionam como escudo protetor contra elementos externos, como areia e suas impurezas;
     -Não frequentar praias impróprias ao banho;
     – Evitar a exposição ao sol entre 10h e 15h. O calor atua como um forte vaso dilatador, e a exposição prolongada pode causar desidratação e queimaduras, inclusive na pálpebra;
     – Ter cuidado com produtos químicos que podem irritar a mucosa, como os protetores solares usados ao redor dos olhos;
     – Ter cuidado com o excesso de álcool, que, em pessoas mais sensíveis, é um potente vasodilatador, que proporciona vermelhidão nos olhos;
     – Evitar o uso de lentes de contato, na praia ou na piscina;
     – Manter a higiene, evitando o contato das mãos com os olhos, antes de lavá-las;
     – Não ir à praia ou à piscina quando houver sinais de infecção ocular (conjuntivite), e procurar imediatamente um médico, se os sintomas persistirem;
     – Enfim, a melhor dica é o equilíbrio e a moderação, sombra e água fresca.

Postado em 12 de fevereiro de 2021