Mossoró/RN, 16 de Outubro de 2021

RN tem o sexto pior salário no setor de serviços do Brasil

Participação das unidades da federação na receita bruta de prestação de serviços –  Nordeste 2010 e 2019

Com a receita bruta de prestação de serviços em R$ 11,2 bilhões, o Rio Grande do Norte corresponde a 5,7% do setor de serviços da região Nordeste. Essa é a quinta maior participação entre os estados da região. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2019, divulgada hoje (25) pelo IBGE. 

Na região, os estados do Maranhão (7%), Ceará (17,9%), Pernambuco (22,2%) e Bahia (31,4%) têm as maiores participações no setor de serviços. Em 2010, o estado potiguar representava 5,8%, o que mostra leve oscilação negativa na comparação com o resultado atual. 

Nacionalmente, os serviços potiguares representam 0,6% da receita bruta produzida pelo Brasil nessa atividade econômica. A participação percentual é a mesma registrada em 2010. Por sua vez, a região Nordeste colabora com 10,2% da receita bruta de serviços brasileiros, a terceira maior entre as grandes regiões.

Número de trabalhadores em serviços profissionais e administrativos cresce 91% entre 2010 e 2019

O número de pessoas ocupadas em “serviços profissionais, administrativos e complementares”, no Rio Grande do Norte, cresceu 91% entre 2010 e 2019. São 33 mil trabalhadores a mais em 2019 na comparação a 2010, o que resulta em 71 mil pessoas. No total, esse segmento é responsável por mais da metade (52,9%) das pessoas ocupadas em serviços no estado e por 30% da receita bruta do setor.

São exemplos desse segmento: serviços técnico-profissionais; seleção, agenciamento e locação de mão de obra; agências de viagens, operadoras de turismo e serviços de reserva; atividades de vigilância, segurança e investigação; serviços de escritório e apoio administrativo. 

No geral, o número total de trabalhadores em serviços no estado potiguar saiu de 92,4 mil, em 2010, e chegou a 134,5 mil em 2019. Com esse crescimento, o Rio Grande do Norte é a 16ª unidade da federação em número de pessoas ocupadas neste setor. Em termos relativos, o aumento foi de 45,5% de trabalhadores, variação acima da média nacional (22,9%) e da média do Nordeste (33%).

No Nordeste, o segmento mais importante é outro. Os serviços de “transporte, serviços auxiliares ao transporte e correio” lideram no ranking da receita bruta de prestação de serviços,  respondente por cerca 30%. 

Empresas e salário

O número de empresas de serviços também aumentou, registrando um percentual de crescimento de 45% no período analisado.  Eram 7.308 empresas de serviços, em 2010, e chegou a 10.659 empresas em 2019. Apesar do crescimento no número de pessoas ocupadas e empresas, o salário médio mensal nos serviços diminuiu. Em 2010, o salário médio do trabalhador de serviços era 1,7 salário mínimo, mas recuou para 1,6 em 2019. Dessa forma, o estado manteve o 22º maior salário médio mensal entre as unidades da federação. 

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) retrata características estruturais das empresas prestadoras de serviços não-financeiros no Brasil em sete segmentos: serviços prestados principalmente às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio; atividades imobiliárias; serviços de manutenção de reparação; e outras atividades de serviços. O levantamento traz resultados sobre receita, emprego, salários e custos para cada segmento e os agrupamentos de atividades contidos neles.  

Postado em 25 de agosto de 2021