Mossoró/RN, 30 de Setembro de 2022

Fiocruz considera prematura retirada de máscaras e passaporte

Por Fabiana Sampaio – Repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro

No momento em que muitas cidades começam a abolir o uso das máscaras, um dos principais instrumentos de proteção contra o contágio do Coronavírus, pesquisadores do Observatório Covid 19 da Fiocruz alertam que é preciso ter prudência na adoção de qualquer medida de flexibilização.

O novo boletim divulgado nesta sexta-feira (11) chama atenção para o relaxamento prematuro de medidas protetivas, tanto pelo possível impacto das aglomerações registradas no período do Carnaval, como pela vacinação que, segundo os especialistas, ainda precisa avançar mais.

A análise reforça que essas decisões podem gerar um risco de retrocesso nos ganhos obtidos no combate à pandemia no país. Raphael Guimaraes pesquisador do Observatório afirma que apesar da melhora no cenário ainda não é o momento de suspender o uso das máscaras.

O boletim também mostra tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade pela doença com base nos dados das duas últimas Semanas Epidemiológicas de 20 de fevereiro a 5 de março. Entretanto, os resultados ainda não incluem a avaliação do efeito do carnaval e da flexibilização do uso de máscaras. 

Além disso, a análise aponta que houve um ligeiro aumento da taxa de letalidade nas últimas semanas, indicando que pode haver uma redução do número de casos, no entanto com maior gravidade entre eles.

As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid para adultos no SUS confirmam a tendência de melhora no indicador verificada nas semanas anteriores. O único estado que se manteve na zona de alerta foi Santa Catarina.

Em relação à vacinação, com metade das mortes ocorrendo em pessoas com no mínimo 78 anos, os pesquisadores defendem a necessidade de aplicação de uma 4ª dose neste grupo, seis meses após a aplicação da dose de reforço.

O Boletim ainda alerta que a maior vulnerabilidade das crianças, provocada principalmente pela baixa adesão deste grupo à imunização, pode impactar também a incidência de casos entre os idosos.

Postado em 14 de março de 2022