Mossoró/RN, 06 de Julho de 2022

Premiada nos EUA em 2019, estudante mossoroense participa da etapa final da 10ª edição do Campus Mobile

O estado do Rio Grande do Norte marcará presença na etapa final da 10ª edição do Campus Mobile, com 2 projetos e 5 finalistas nas categorias de Educação e Smart Farms. O concurso de inovação estimula a formação de jovens talentos universitários para o desenvolvimento de soluções por meio de aplicativos para dispositivos móveis que promovam impacto social e benefícios à população e conta com patrocínio do Instituto Claro, apoio do beOn Claro, hub de inovação da operadora, realização da Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) e apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
 

O projeto “Brain”, que disputa na categoria de Educação, foi idealizado pelos jovens estudantes Ekarinny Myrela Brito De Medeiros, moradora de Mossoró e aluna da FACENE/FAMENE – Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança, juntamente com Matheus Lucas Dantas Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O aplicativo tem o objetivo de auxiliar no desenvolvimento de projetos científicos a partir da aprendizagem criativa como alternativa para estimular o interesse pela ciência e engenharia em jovens de localidades remotas, fomentando a pesquisa científica.
 

Também da UFRN, George Mendonça Silva de Morias, Luan Luis Magioli Barros e Mario Estevam de Freitas Neto foram os criadores do projeto “Parceiros do produtor: A inteligência que o produtor precisa na palma da mão”, uma iniciativa para auxiliar na gestão de pequenas fazendas, que concorre na categoria Smart Farms e foi especialmente desenvolvido com base nos desafios presentes no dia a dia de produtores que trabalham em propriedades menores.
 

Nesta etapa final, os finalistas com os projetos mais bem avaliados em cada uma das seis categorias participantes (Diversidade, Educação, Games, Saúde, Smart Cities e Smart Farms) são premiados com uma viagem de imersão no Vale do Silício, na Califórnia, para aprofundar seus conhecimentos em tecnologia, além de um valor em dinheiro. Para participar, é preciso ser maior de 18 anos, estar matriculado em uma instituição de ensino superior no Brasil ou ter se graduado recentemente.

Prêmiação nos EUA

Em 2019, com apenas 18 anos, Ekarinny Myrela foi a única representante do Rio Grande do Norte na Intel ISEF. Ela apresentou o trabalho “Desenvolvimento de cateter bioativo proveniente do aproveitamento do líquido da castanha do caju (Anacardium occidentale) como alternativa na prevenção de infecção sistêmica”. Trabalho esse que foi desenvolvido quando a jovem ainda era aluna de ensino médio da rede pública estadual, dentro do âmbito do Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar da Ufersa.

O trabalho de Ekarinny faturou o 1º lugar da Patent and Trademark Office Society – prêmio de US$ 500,00 – e também o 4º lugar na categoria Translational Medical Science (TMED) – prêmio de US$ 500,00 também.


 

Postado em 18 de abril de 2022